UNITA desafia CNE a revelar a origem dos resultados (25.08.2017) - com breve analíse

unita1Luanda - Mas a CNE não dá explicações claras sobre a origem dos resultados falsos apresentados à opinião pública angolana e internacional.
As investigações estão em curso. Já se sabe que a porta-voz da CNE recebeu fortes pressões e ameaças da Presidência da República e da Casa Militar (General Kope) no sentido de parar a contagem o dia 23 de Agosto de 2017 a noite para publicar os falsos resultados mais tarde o dia seguinte 24 de Agosto de 2017, violando assim a Lei Orgânica das Eleições.

A interferência directa da Presidência angolana para influenciar a CNE, na condução das eleições, que exigiu a suspender temporariamente o processo eleitoral (ou seja, a contagem de votos), prova ainda que este órgão (CNE) não é independente e o ato eleitoral estava sob controle total do Presidente cessante e do chefe de sua atual Casa Militar, on General Kopelipa. Isso explica os falsos resultados apresentados pela CNE com rapidez ao público, devido a ansiedade e a tensão que estavam no ar naquele dia no país.

O ato cometido pela CNE e pela liderança do MPLA já responde a definição de "fraude eleitoral" e a do "crime eleitoral". Pela terceira vez. Por definição, "uma fraude eleitoral é a intervenção deliberada numa eleição com o propósito de impedir, anular ou modificar os resultados reais, favorecendo ou prejudicando alguma candidatura, partido ou coligação." É isso que aconteceu no dia 24 de Agosto de 2017 em Angola, sem vergonha!

Até hoje dia 26 de agosto de 2017,  a CNE não apresentou as evidências que comprovassem os resultados da votação para justificar seus resultados falsos, mesmo os novos dados com algumas alterações, mas que na realidade não refletem a "verdade da urnas". Só com a transparência das urnas e conforme a lei angolana, que recomenda a contagem por cada comuna/bairro/município e cada província, com base dos atos síntese de cada mesa de voto e em cada assembleia, pode contribuir para o estabelecimento de resultados reais que a população angolana, bem como todas as partes envolvidas no processo atual respeitarão. Só os resultados finais reais (quer dizer não fictícios ou não pré-fabricados) e estabelecidos pela verdade das urnas que darão legitimidade a qualquer indivíduo que pretenda governar Angola nos próximos 5 anos. Um poder resultatnte da fraude trará sempre instabilidade política no país devido a tensão social já existente por causa de crise e má governação JES/JLO-MPLA.

A verdade é que uma grande massa em Angola rejeita o partido no poder. Apenas uma transição, que passa pelo respeito do eleitorado, pode salvar Angola de uma grande crise.

Segundo as observações e conversas feitas, o MPLA continua a brilhar ainda com sua arrogância. Apenas essa arrogância custará o MPLA muito caro, porque recusa de aceitar hoje a realidade ou a vontade da mudança em Angola. "A arrogância é a arte de se orgulhar de sua própria estupidez", disse uma citação alemã. (Original: Arroganz ist die Kunst, auf seine eigene Dummheit stolz zu sein.)

A mensagem é clara em Angola: o MPLA, e especialmente Dos Santos/sua família e seus homens, devem finalmente aprender a respeitar os Angolanos. Muitas gentes consideram a "dramaturgia da fraude" que o MPLA organizou dia 24 de agosto de 2017 como um "insulto", um sentimento que compartilham muitos angolanos nas conversas, tanto dentro de Angola como na diáspora. Isso é o que dá a grande frustração observada no seio da população e poderá tornar-se muito mal contra o MPLA nos proxímos dias e para o país também.

breve analíse
Emanuel Matondo.

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